Sinopse: Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras que, cansado de sua vidinha pacata e sem graça em casa, vai estudar num colégio interno à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o "Grande Talvez". Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young, uma garota inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, que o levará para o seu labirinto e o catapultará em direção ao "Grande Talvez".
Ela tinha o costume de surpreender a todos, mas em determinado momento a surpresa não foi nada agradável...
A narrativa do livro é muito boa e intensa, a história -ao meu ver- não segue nenhum clichê e é muito legal ler tudo pelo ponto de vista de um personagem masculino. É daquele tipo que a gente não consegue largar até terminar.
"Se as pessoas fossem chuva, eu era a garoa e ela, um furacão."
O livro é divido em duas partes. A primeira é uma contagem regressiva até o "grande acontecimento" -vamos chamar assim- da história e a segunda com tudo que aconteceu depois.
Tudo começa com Miles se mudando para um colégio interno. Um garoto tímido, de poucos amigos (ou nenhum), colecionador de últimas palavras que está em busca do seu "Grande Talvez". Quando chega na escola, parece que a história muda e tudo se volta para Alasca - a melhor amiga do seu novo colega de quarto, Coronel.
Alasca é intensa e cheia de oscilações de humor, ora queremos amá-la, ora odiá-la. Imprevisível, faz o que lhe dá na telha, na hora que lhe dá na telha. Mas dentro desse furacão, existe uma garota que se sente tremendamente infeliz e culpada por coisas que não consegue esquecer. Alasca foge dos "porquês" e se torna um enigma para todos ao seu redor, mas todas essas características só fazem Miles ficar ainda mais obcecado por ela.
Esse universo de viver longe dos pais ainda é novo para Miles, que acaba tendo seu primeiro contato com cigarros e bebidas. Em meio às conversas sem sentido, as risadas e todos os momentos ao lado dos amigos, ele percebe que cada um tem um motivo especial para estar ali, coisas que vão além de um ensino de qualidade; Mas não sabe qual é o de Alasca, que sequer volta para casa nos feriados.
Esse universo de viver longe dos pais ainda é novo para Miles, que acaba tendo seu primeiro contato com cigarros e bebidas. Em meio às conversas sem sentido, as risadas e todos os momentos ao lado dos amigos, ele percebe que cada um tem um motivo especial para estar ali, coisas que vão além de um ensino de qualidade; Mas não sabe qual é o de Alasca, que sequer volta para casa nos feriados.
Ela tinha o costume de surpreender a todos, mas em determinado momento a surpresa não foi nada agradável...
A narrativa do livro é muito boa e intensa, a história -ao meu ver- não segue nenhum clichê e é muito legal ler tudo pelo ponto de vista de um personagem masculino. É daquele tipo que a gente não consegue largar até terminar.
Meu segundo John Green e posso dizer que ele me surpreendeu mais uma vez, acho que a forte característica dele é escrever sobre jovens para jovens. Mas de um jeito mais diferenciado, ele não cria aquele mundo de fantasia, de "a vida que você queria ter", ele insere assuntos reais, coisas que todos passam e sentem. Sempre leva a algum tipo de reflexão. Existe uma forte identificação que não é forçada, não é um autor tentando escrever com a cabeça de um adolescente.
Acho que esse é o grande diferencial do John.
Acho que esse é o grande diferencial do John.
















