320 páginas - Editora Intrínseca
Avaliação: 5/5
Avaliação: 5/5
Sinopse: August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso ele nunca frequentou uma escola de verdade... até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.
Narrado da perspectiva de Auggie e também de seus familiares e amigos, com momentos comoventes e outros descontraídos, Extraordinário consegue captar o impacto que um menino pode causar na vida e no comportamento de todos, família, amigos e comunidade - um impacto forte, comovente e, sem dúvida nenhuma, extraordinariamente positivo, que vai tocar todo tipo de leitor.
Narrado da perspectiva de Auggie e também de seus familiares e amigos, com momentos comoventes e outros descontraídos, Extraordinário consegue captar o impacto que um menino pode causar na vida e no comportamento de todos, família, amigos e comunidade - um impacto forte, comovente e, sem dúvida nenhuma, extraordinariamente positivo, que vai tocar todo tipo de leitor.
"Se eu encontrasse uma lâmpada mágica e pudesse fazer um desejo, pediria para ter um rosto comum, que as pessoas nunca prestassem atenção."
Auggie nunca havia ido à escola, estudava em casa com a mãe e passava todos os seus dias brincando com a cadelinha Daisy. Já havia passado por diversas cirurgias e tratamentos, um delas o permitiu que pudesse falar e se alimentar sozinho, o que antes era feito por uma sonda. Seus pais cogitavam a possibilidade de colocá-lo em um colégio, para que pudesse conviver com outras crianças e não se limitar ao que a mãe podia ensiná-lo. Ele é pego de surpresa pela notícia, depois de muito relutar acaba concordando com a ideia. E é a partir daí que sua vida começa a mudar.
Sua adaptação no colégio não foi das mais fáceis, já que era uma instituição destinada à classe média e alta e o processo de admissão era dificílimo. O diretor organizou um comitê de boas vidas a Auggie antes do início das aulas com o intuito de familiarizá-lo ao ambiente escolar, um grupo de quatro alunos lhe mostrou todo o prédio. Todos lhe trataram bem, com exceção de um.
Acho que todos podem imaginar como foi essa experiência de estar em uma escola pela primeira vez para ele, mas a narrativa faz toda a diferença nesse livro, é tão simples e ao mesmo tempo tão encantadora. E vai mudando de perspectiva conforme trocam-se os narradores, nos ajuda a compreender melhor alguns acontecimentos e a criar afeto por todos os personagens. Diferentemente de ter um principal e demais personagens secundários -não que não tenha-, acho que a autora faz questão de mostrar a importância de cada um no contexto de cada cena. E isso faz toda a diferença, isso deixa o livro muito completo.
Dá vontade de entrar no livro e roubar o Auggie pra mim <3
Não dá pra explicar a sensação de finalizar esse livro, é tudo tão sincero, tão puro. Sei que parece bobagem falar dessa forma de uma história, de um personagem de ficção, mas sabe quando a coisa é tão bem feita, tão bem escrita que a gente não consegue pensar em mais nada pelo resto da semana? É exatamente como me senti após terminar essa leitura.
Comecei a ler sem expectativa nenhuma, mas acabei me apaixonando já na segunda página. Uma das minhas melhores leituras do ano, com toda certeza. Mais do que recomendado.









